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Controle de Processos

Moraes determina investigação contra fonte de jornalista em reportagem sobre Dino

PF faz operação contra fonte de uma reportagem sobre o ministro Flávio Dino A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra a fonte de uma reportagem sobre o ministro do STF Flávio Dino. Associações de imprensa manifestaram preocupação com a preservação do sigilo de uma fonte jornalística. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a operação a pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão de celulares, computadores e documentos em endereços dos investigados. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Um dos alvos foi Raimundo Cutrim, que já ocupou a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Assuntos Legislativos do Maranhão. Segundo a PF, Raimundo Cutrim seria a fonte do jornalista Luís Pablo, acusado de perseguir o ministro do STF Flávio Dino. A polícia chegou até o nome de Raimundo depois de apreender, em março de 2026, dois celulares, um notebook e um pendrive do jornalista. De acordo com a Polícia Federal, essas informações foram repassadas por Raimundo Cutrim, que usou o cargo público para conseguir, em sistemas de acesso restrito, informações sensíveis e imagens dos veículos - tudo repassado ao jornalista. O advogado e ex-secretário municipal de Urbanismo e Habitação, Diogo Diniz Lima, também foi alvo das buscas. Os investigadores afirmam que encontraram conversas do jornalista Luís Pablo com Diogo Diniz Lima. A PF diz que existia uma articulação entre eles para desgastar a imagem de Flávio Dino. A investigação também identificou uma transferência de R$ 100 mil do advogado para o jornalista. A PF quer saber se os pagamentos estão relacionados a publicações de interesse do grupo de Raimundo Cutrim. Raimundo Cutrim já está em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica desde julho de 2026, por ordem do ministro Flávio Dino, mas por causa de outra investigação, também sigilosa. A defesa de Raimundo Cutrim disse que ainda não teve acesso aos processos, nem sobre as operações anteriores, nem sobre as desta terça-feira (11); e que as operações desta terça-feira dizem respeito às notícias pulgadas pelo jornalista Luís Pablo referentes ao uso irregular, pela família do ministro Flávio Dino, de viaturas do Tribunal de Justiça do Maranhão, denúncias essas que seguem sem apuração. Mais grave ainda, diz a nota, “é constatar que o fato de interesse público originalmente revelado e comprovado pela reportagem - o uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino - não foi objeto de apuração”, enquanto ele, que revelou os fatos, a fonte e aspectos da sua vida privada passaram ao centro da investigação. 1 de 1 Moraes determina investigação contra fonte de jornalista em reportagem sobre Dino — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução “Manifestam profunda preocupação com a autorização de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo, que publicara em seu blog notícias sobre o suposto uso de automóveis do Tribunal de Justiça do Estado por familiares do ministro do STF Flávio Dino. O jornalista já havia sido alvo de quebra de sigilo em março, após publicar as informações. A busca e apreensão contra o ex-secretário foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, após solicitação da Polícia Federal, e endossada pela Procuradoria Geral da República. Ações judiciais que quebram o sigilo da fonte não têm amparo constitucional e abrem precedentes que ameaçam a liberdade de imprensa, amparada pela Constituição. O artigo quinto, inciso 14, diz taxativamente que é resguardado o sigilo da fonte quando necessário para o exercício profissional”. As associações destacaram ainda que “casos de questionamentos a reportagens devem ser tratados dentro da lei, que prevê direito de resposta e indenizações. A violação do sigilo do profissional e de suas fontes leva a intimidações contra a imprensa que não condizem com o Estado Democrático de Direito e o livre exercício do jornalismo”. Em nota, a assessoria do ministro Flávio Dino afirmou que, “em face da repetição de inverdades, jamais houve uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão; que um carro blindado foi cedido por solicitação da Secretaria de Segurança do STF no âmbito de acordo de cooperação vigente com todos os tribunais do país”. A assessoria afirmou que o ministro Flávio Dino é alvo constante de agressões e ameaças, como é público e notório; que as investigações identificaram que até mesmo os veículos particulares do ministro e de sua família eram monitorados e seguidos; e que as pessoas que comandavam esse esquema não são jornalistas, exercem outras profissões. Ainda segundo a assessoria, esse monitoramento levantou informações sobre os seguranças do ministro, o que levou a um redesenho da equipe. A nota diz que o trabalho dos investigadores também apontou o acesso ilegal por funcionário público a informações sigilosas de segurança, que foram utilizadas em um monitoramento clandestino e ilegal; e que foram produzidas clandestinamente imagens do ministro e de sua família, inclusive filhos que são crianças, abrangendo seus itinerários habituais e normais. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM PF cumpre mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário do Maranhão em caso de suposta perseguição a DinoAssociações de imprensa manifestam 'profunda preocupação' com buscas contra ex-secretário do Maranhão
11/08/2026 (00:00)
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