Estagiários participam de roda de conversa com desembargador Alexandre Câmara
Filosofia, sociologia, capacidade crítica, metodologias de estudo e direitos fundamentais. Esses foram alguns dos temas abordados na tarde desta quinta-feira, 21 de maio, durante a roda de conversa “Estagiário em Foco”, que convidou o desembargador Alexandre Câmara para debater os caminhos desde a formação acadêmica até a magistratura com estagiários dos cursos de Direito, Psicologia e Serviço Social do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
A atividade, idealizada pelo Setor de Promoção da Filiação Paterna (Sepat), colocou os estudantes frente a frente com o magistrado em uma conversa que fugiu da formalidade e tirou dúvidas de quem deseja seguir carreiras em diferentes campos de atuação no Direito.
Para o desembargador Alexandre Câmara, conversar com os jovens foi uma oportunidade de renovar energias.
“Saio enriquecido, principalmente por essa energia boa de ver gente jovem, empolgada, querendo tirar suas dúvidas e combater as suas perplexidades, porque todo mundo tem medo do futuro. Claro, o futuro é desconhecido, mas, com todos muito empolgados, querendo fazer o melhor possível para buscar o sucesso profissional e a realização pessoal. Essa energia boa me faz sair daqui muito feliz.”
O magistrado esteve acompanhado pela juíza responsável pelo Sepat, Raquel Chrispino. Ela revelou que a ideia de realizar o “Estagiário em Foco” surgiu a partir da vontade dos próprios estagiários em conhecer com maior profundidade as questões que envolvem as trajetórias profissionais de quem trabalha no Tribunal de Justiça.
“O trabalho é uma forma de aprendizado para eles. Mas, tem uma função maior que é conseguir fazer com que essas pessoas que passam pelo Judiciário no estágio possam se tornar profissionais com uma boa visão de futuro e possam, realmente, contribuir como advogados, promotores, juízes ou servidores do Tribunal.”
Os estagiários Pedro Augusto e Julia Pimenta, estudantes de Direito, ficaram sabendo da atividade ao passar pelos corredores do TJRJ e decidiram participar da conversa. Os dois consideraram a experiência enriquecedora e, para Pedro, que tem o Direito Processual Civil como disciplina favorita, uma chance de ter proximidade com uma figura presente diariamente em seus estudos.
“Eu uso o Manual do desembargador Alexandre para tudo. Esse encontro trouxe a sensação de que as coisas de fato existem, porque estar no quarto lendo um livro é bom, mas a presença, o contato e a oportunidade de conversar é uma experiência que deixa aquilo que desejamos profissionalmente ainda mais impressionante e pertido.”
PB*/ SF
Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ