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Controle de Processos

OAB Paraná pede afastamento de desembargador investigado por suposta venda de sentenças

A OAB Paraná protocolou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedido de afastamento cautelar do desembargador Francisco Carlos Jorge, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), investigado por suposta venda de sentenças. Paralelamente, a OAB Paraná instaurou procedimento de suspensão preventiva em relação a dois advogados envolvidos nos fatos apurados. O caso será analisado na próxima sessão da Câmara Especial do Tribunal de Ética e Disciplina, no dia 18 junho. O procedimento está previsto no nosso Regimento Interno do Estatuto da Advocacia e da OAB, no artigo 44 e nos seguintes.A solicitação ao CNJ foi apresentada no âmbito do Pedido de Providências nº 0007741-47.2025.2.00.0000 e sustenta que as acusações atribuídas ao magistrado são de “máxima gravidade”, envolvendo suposto recebimento de vantagem indevida em troca de decisão judicial favorável.Na manifestação encaminhada à Corregedoria Nacional de Justiça, a OAB afirma que a medida cautelar é necessária para preservar a confiança pública na jurisdição, garantir a regularidade das apurações e proteger a integridade institucional do Poder Judiciário.O documento também menciona que o magistrado teria descumprido determinação administrativa do próprio tribunal para suspensão de sua atuação em feitos relacionados aos fatos investigados, além da ampla repercussão nacional do caso.A seccional cita ainda precedente da própria Corregedoria Nacional de Justiça em situação semelhante envolvendo outro desembargador do TJ-PR, na qual houve determinação de afastamento cautelar durante as investigações.Para o presidente da OAB Paraná, Luiz Fernando Pereira, a gravidade das acusações e a dimensão institucional do caso justificam resposta rápida dos órgãos de controle. “O afastamento cautelar não significa antecipação de culpa nem condenação prévia. Trata-se de medida de cautela institucional, especialmente diante da gravidade dos fatos investigados, da repercussão nacional do caso e da necessidade de preservação da confiança da sociedade no Poder Judiciário”, afirma.
26/05/2026 (00:00)
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