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Controle de Processos

"Reduzida utilidade" e "débil eficácia", diz PGR ao negar delação de ex-presidente do BRB

PGR recusa delação premiada de ex-presidente do BRB O procurador-geral da República, Paulo Gonet, usou termos como "baixa utilidade prática" e "débil eficácia" ao recusar a proposta de delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. De acordo com a decisão desta quinta (25), as informações de Paulo Henrique Costa careciam de novidade e não traziam contribuições inéditas para a investigação em curso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. 1 de 1 Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa — Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília O procurador-geral da República, Paulo Gonet, diz que a proposta feita pelos advogados foi prejudicada pela repetição de informações existentes e já confirmadas pela investigação. "Os tópicos eleitos pelo proponente, ainda que trazidos de forma superficial (dada a ausência de termo de confidencialidade), já permitem a conclusão sobre a ausência de ineditismo, na sua parte mais expressiva", enfatiza o documento. Diante da falta de novas provas substanciais, a PGR determinou o indeferimento sumário do pedido e o consequente arquivamento do processo administrativo. 🔎 Paulo Henrique Costa está preso desde 16 de abril. Ele foi detido durante a quarta fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro. Quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso pela PF A recusa da delação premiada de Paulo Henrique Costa foi revelada pelo jornal "Folha de S. Paulo" e confirmada pela TV Globo. No início da semana, a defesa de Paulo Henrique Costa pediu a revogação da prisão preventiva e indicou que queria avançar no acordo de delação. Os advogados cobravam que a PGR se manifestasse sobre a possibilidade de firmar um acordo de confidencialidade — considerado o primeiro passo para uma eventual delação premiada. ➡️ O acordo de confidencialidade é um compromisso preliminar em que o investigado se obriga a manter sigilo total sobre as negociações e informações compartilhadas antes de formalizar o acordo de delação. No documento enviado ao STF, a defesa afirma que houve uma reunião formal com autoridades em 28 de maio de 2026, mas, segundo os advogados, não houve retorno ou respostas desde então. “Realizada reunião formal com as autoridades […] há mais de duas semanas, não obteve qualquer resposta da Procuradoria”, diz trecho do pedido. Os advogados também questionam a condução das investigações, afirmando que o ex-presidente do BRB não foi interrogado desde a primeira decisão cautelar, em novembro de 2025, há cerca de sete meses. “O requerente […] nunca foi interrogado pelas autoridades. Houve, tão-somente, uma turbulenta acareação, que não foi precedida de interrogatório”, argumenta a defesa.
26/06/2026 (00:00)
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