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TJRJ presta homenagem aos desembargadores Antonio Carlos Amado e Mário Gonçalves com a Medalha de Honra da Magistratura Fluminense

Desembargadores Mário Assis Gonçalves e Antonio Carlos Nascimento Amado são condecorados com a Medalha de Honra da Magistratura Fluminense  Em sessão solene do Órgão Especial realizada nesta segunda-feira, 6 de julho, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) condecorou os desembargadores Antonio Carlos Nascimento Amado e Mário Assis Gonçalves com a Medalha de Honra da Magistratura Fluminense. A cerimônia, que marca a aposentadoria dos magistrados, foi presidida pelo presidente do TJRJ e governador interino do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro. A honraria, instituída pelo Órgão Especial, destina-se a magistrados que se aposentam por idade ou após 30 anos de serviço, em reconhecimento à dedicação ao Poder Judiciário. A medalha é do tipo comenda, em metal dourado e esmaltada em preto, vermelho e branco, ostentando a insígnia do Estado e a inscrição "Poder Judiciário". A 1ª vice-presidente do TJRJ, desembargadora Suely Lopes Magalhães, fez a saudação aos homenageados em nome da Corte. Em seu discurso, refletiu sobre o "paradoxo do tempo" e a importância do legado deixado pelos magistrados. "A verdadeira grandeza de uma trajetória não se mede apenas pelos anos de serviço, mas pelas marcas deixadas nas pessoas, nas instituições e na sociedade", afirmou a desembargadora, destacando que as aposentadorias representam o encerramento de um ciclo, mas não o fim de uma missão. Ao ser agraciado com a medalha e o diploma, o desembargador Antonio Carlos Nascimento Amado foi acompanhado pelos desembargadores Suimei Cavalieri, Mônica Tolledo de Oliveira e Carlos Eduardo Roboredo. Em seu pronunciamento, Amado, que ingressou na magistratura em 1982 e presidia a Terceira Câmara Criminal, enfatizou a ética e a independência funcional. Ele destacou a importância de resistir a "sutilezas jurídicas" e "exibições narcisistas", defendendo que "a virtude é a base da justiça". Ao encerrar, citou Péricles: "A paixão da honra é a única que não envelhece e, no fim da vida, o prazer não consiste em acumular riquezas, mas em inspirar respeito". Da esquerda para direita: presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto de Castro, e os desembargadores Carlos Eduardo Roboredo, Antônio Carlos Amado e as desembargadoras Monica Toledo Oliveira e Suimei Meira Cavalieri O desembargador Mário Assis Gonçalves recebeu a honraria acompanhado pelos desembargadores Ricardo Alberto Pereira, Heleno Ribeiro Pereira Nunes (3º vice-presidente do TJRJ) e Ana Maria Pereira de Oliveira. O discurso de agradecimento foi lido por sua filha, Mariana Assis Gonçalves. No texto, o magistrado, que atuava desde 2006 como desembargador e presidia a Quinta Câmara de Direito Privado, relembrou sua trajetória desde a sua formatura na Universidade Federal Fluminense (UFF) em 1973. Com emoção, mencionou a coincidência da cerimônia com o aniversário de sua falecida esposa e declarou: "Venci o bom combate, completei a carreira e guardei a fé na justiça". Ele ressaltou que a magistratura "é uma condição da alma que nos acompanha para sempre". Da esquerda para direita: presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto de Castro, e os desembargadores Heleno Ribeiro Pereira Nunes, Mario Assis , a desembargadora Ana Maria Pereira de Oliveira e o desembargador Ricardo Alberto Pereira Legado O desembargador Ricardo Couto de Castro encerrou a solenidade ressaltando a intensidade e a sensibilidade dos homenageados em suas atividades judicantes. Citando Fernando Pessoa, afirmou que "o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem". Couto destacou a marca deixada por ambos nos julgados do tribunal e agradeceu em nome de todos os pares: "O Judiciário fluminense deve muito a ambos os magistrados". AB/SF Fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ
06/07/2026 (00:00)
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