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Diversidade, dignidade e direitos da população LGBTQIAPN+ é tema de palestra

Encontro foi promovido pelo Fórum Permanente do Direito Antidiscriminação da Diversidade Sexual da Emerj, pela Comissão LGBTQIAPN+ do TJRJ e pelo Napjus A promoção da persidade, da dignidade e dos direitos da população LGBTQIAPN+ esteve em pauta na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), que realizou, na última segunda-feira, 20 de julho, o evento "Diversidade,  Dignidade e Direitos: Uma Agenda para a População LGBTQIAPN+". A iniciativa reuniu magistrados, integrantes do sistema de Justiça, especialistas e representantes de instituições públicas para debater os desafios e os avanços na garantia de direitos dessa população. O encontro foi promovido pelo Fórum Permanente do Direito Antidiscriminação da Diversidade Sexual da Emerj, em parceria com a Comissão LGBTQIAPN+ do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e com o Núcleo de Atenção e Promoção à Justiça Social (Napjus) do Judiciário fluminense. A abertura foi conduzida pela presidente da comissão, desembargadora Cláudia Maria de Oliveira Motta. “Com muita honra, eu abro essa 13ª reunião do Fórum Permanente do Direito da Antidiscriminação da Diversidade Sexual, com uma mesa repleta de pessoas interessadas nesse tema”, destacou. Para o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Fabio Francisco Esteves, também presente na iniciativa, é grande a satisfação de participar de um evento de tamanha relevância social. ”Olhar para o Poder Judiciário, o qual eu integro, mobilizado para ações como essa, reconhecendo a igualdade em suas mais persas dimensões e profundidades, é uma alegria muito grande”, afirmou. Abertura O presidente do Comitê de Promoção da Igualdade de Gênero e de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação (Cogen) 1º Grau, desembargador Wagner Cinelli, enfatizou a importância da igualdade. “Ela traz a noção de respeito e isso vai além da pauta identitária“, disse. De acordo com o membro do Fórum Nacional LGBTQIAPN+ do CNJ juiz Eric Scapim, é necessário unir esforços. “Quando falamos no necessário tema persidade, dignidade e direitos, uma agenda para a população LGBTQIAPN+, nos encontramos em um débito político, histórico e social. Quando trabalhamos a ideia das pessoas LGBTQIAPN+, trabalhamos a ideia de existência. Não falamos somente de liberdade, mas sobre o direito de existir”, refletiu. No evento, foi lançado ainda o Glossário de Termos e Conceitos LGBTQIAPN+, um folder simples, didático e distribuído para todas as pessoas com o objetivo de pulgar o assunto. “A falta de entendimento gera discriminação e não aceitação”, completou Scapim. A palestra O palestrante, advogado, membro titular do Conselho de Diversidade e Inclusão do Departamento de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Adalberto Dourado destacou que a exclusão pelo desconhecimento não é mais cabível nos dias atuais. “O conhecimento está em todos os lugares: nas cartilhas, na internet e na sociedade. É importante que a gente saiba distinguir a identidade de gênero da orientação sexual. A identidade de gênero é a forma com que as pessoas se identificam e como se apresentam para a sociedade. A orientação sexual diz respeito à forma com que as pessoas se relacionam com o outro. Cabe a nós respeitarmos as diferenças, porque existem persas formas de ser e de estar no mundo. Cada vez que surge uma letra nova no movimento LGBTQIAPN+ é algo positivo porque estamos incluindo mais pessoas nesse movimento”, explicou. Para o secretário-geral da Emerj, Francisco Budal, não há como partirmos de nenhum lugar se não falarmos sobre a nossa existência. “Isso tudo leva ao conceito de dignidade, que está na Constituição e tem que ser entendido, observado e encarado como um fundamento. A dignidade é inerente à condição humana”, enfatizou. A advogada e integrante do Napjus Abab Nino frisou a importância de o Estado Democrático de Direito promover e ser capaz de produzir materialidade para que as pessoas LGBTs possam exercer e viver suas vidas como quiserem. “Isso ainda é uma questão que deve ser trabalhada”, avaliou. Segundo a subsecretária de Gestão na Secretaria de Ciência e Tecnologia da Prefeitura do Rio de Janeiro, Ericka Gavinho, os direitos da população LGBT avançaram nas últimas décadas muito em razão da atuação do Poder Judiciário. “O STF, como foi muito elucidado aqui, vem consolidando aquilo que já está de todo modo na nossa Constituição”, disse. No encerramento, o vice-presidente do Fórum Permanente do Direito da Antidiscriminação da Diversidade Sexual da Emerj, juiz André Souza Brito concluiu que, no ano passado, a Conferência Nacional de direitos de pessoas LGBTs listou 80 propostas para os próximos anos. “Acho que esses objetivos reúnem tudo que foi falado aqui. Há a necessidade de darmos mais condições de cidadania para pessoas que, cultural e historicamente, são excluídas”, finalizou. Fonte: Emerj Edição: SF/SGCOS Fotos: Mariana Bianco e Diego Antunes/ Emerj
21/07/2026 (00:00)
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