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Controle de Processos

Moraes cita condenações de Bolsonaro e Ramagem por trama golpista e arquiva investigação sobre "Abin paralela"

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação da chamada “Abin paralela” em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ), a Giancarlo Gomes Rodrigues e a Marcelo Araújo Bormevet. Na decisão desta segunda-feira (20), Moraes afirmou que os fatos atribuídos ao grupo já foram analisados no processo da trama golpista e resultou em condenações. 🔎 A "Abin paralela" foi um esquema de espionagem ilegal em que a estrutura oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi utilizada para monitorar autoridades, adversários políticos, jornalistas e desafetos de Bolsonaro. A investigação concluiu com o indiciamento de 36 pessoas, incluindo o próprio ex-presidente, seu filho Carlos Bolsonaro e o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem. Ao justificar a medida, o ministro citou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que todos os elementos da investigação já haviam sido utilizados para embasar as acusações e as condenações de Bolsonaro e de outros integrantes do núcleo apontado como responsável pelo projeto antidemocrático. Agora no g1 Segundo Moraes, não foram apresentados indícios suficientes para justificar a continuidade da persecução penal em relação a esses investigados, uma vez que as acusações seriam genéricas e sem inpidualização concreta das condutas. Determinou ainda que a Polícia Federal revogue os respectivos indiciamentos. Moraes também determinou o envio de parte da investigação para a primeira instância da Justiça Federal. Entre os investigados nessa situação está Carlos Bolsonaro, filho de Bolsonaro. Segundo o ministro, as apurações remanescentes envolvem fatos que não guardam relação direta com autoridades com foro privilegiado nem com as características antidemocráticas que justifique a continuação do caso no STF. Com isso, as investigações serão encaminhados a uma das varas federais do Distrito Federal, responsável por dar continuidade às investigações sobre suspeitas de crimes como: organização criminosa;peculato;prevaricação;violação de sigilo funcional; e interceptação ilegal de comunicações atribuídos aos demais investigados. 1 de 1 Arquivo - Bolsonaro cumprimenta Ramagem, ao chegar à cerimônia de posse na sede da agência de inteligência, em Brasília — Foto: Carolina Antunes/PR A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia defendido que a investigação fosse transferida para a primeira instância. No documento, a PGR afirmou que o ex-presidente era única a autoridade com foro privilegiado presente na investigação e que Bolsonaro já teve sua conduta analisada no processo em que foi condenado pela trama golpista. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o mesmo entendimento não pode ser aplicado aos demais investigados. "Os fatos remanescentes, ainda não denunciados, não guardam relação imediata com a autoridade detentora de foro especial ou com a sua finalidade antidemocrática, ainda que remotamente possam tê-las favorecido. As hipóteses investigativas pendentes, como se observa do indiciamento feito pela Autoridade Policial, concentram-se em ilícitos contra a Administração Pública, decorrentes da violação de deveres funcionais, que não justificam a atuação da Suprema Corte", afirmou.
20/07/2026 (00:00)
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