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Controle de Processos

Homem que tentou encobrir feminicídio simulando suicídio é condenado a 16 anos de prisão

O conselho de sentença do II Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) condenou, no dia 5 de maio, Ivan Honorato Carvalho a 16 anos de reclusão pelo crime de feminicídio e seis meses de detenção por fraude processual, pelo assassinato de sua esposa, a professora Vânia Batista Ismael. O crime, ocorrido em maio de 2024 na residência do casal em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, teve como agravante a tentativa do acusado de encobrir o feminicídio, simulando que a vítima teria tentado se suicidar ao pular da janela do apartamento. Crime e tentativa de ocultação Segundo a denúncia, o crime aconteceu no início da madrugada de 25 de maio de 2024, no apartamento onde o casal residia. Motivado pela insatisfação com a iminente separação do casal, Ivan desferiu um golpe contundente na cabeça de Vânia, causando sua morte. Após o assassinato, ele, conforme a acusação, transportou o corpo da professora até o estacionamento do condomínio. A intenção era simular que a vítima havia se jogado da janela do apartamento, versão que ele sustentou inicialmente ao acionar o Corpo de Bombeiros naquela manhã. Investigação e provas periciais A farsa começou a ser desmontada pelas investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Perícias preliminares apontaram pergências entre o relato de Ivan e os vestígios encontrados no corpo. Imagens de câmeras de monitoramento obtidas pela polícia mostraram que, durante toda a madrugada, o acusado manipulou a cena do crime e descartou no lixo materiais utilizados para limpar o rastro de sangue. Uma perícia complementar no apartamento identificou persas manchas de sangue na sala e no quarto. Além disso, os laudos concluíram que as lesões apresentadas pela vítima eram absolutamente incompatíveis com uma queda de altura, confirmando que Vânia já estava morta ou inconsciente ao ser levada para a área externa. Condenação e fundamentação da sentença Ao fundamentar a condenação, a juíza do II Tribunal do Júri da Comarca da Capital, Elizabeth Machado Louro, destacou que o caso é um "episódio clássico de feminicídio" em uma sociedade marcada por valores patriarcais e desigualdades de gênero. Ivan foi condenado por feminicídio qualificado por motivo torpe (vingança) e meio cruel, além de fraude processual. Embora o réu tenha confessado o crime em juízo e fosse primário, a juíza manteve sua prisão preventiva, negando-lhe o direito de recorrer em liberdade. A decisão baseou-se no risco à aplicação da lei penal, já que Ivan chegou a fugir do Rio de Janeiro após o crime, sendo capturado em Rio das Ostras semanas depois.  A pena de 16 anos será cumprida inicialmente em regime fechado, enquanto os seis meses de detenção foram fixados em regime aberto.  Ações do TJRJ no combate à violência contra a mulher Além da atuação jurisdicional nos casos de feminicídio e violência doméstica, o TJRJ desenvolve iniciativas voltadas à prevenção, ao acolhimento das vítimas e ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres. Entre elas está o Programa Rio Lilás, lançado em agosto de 2025, que promove encontros em escolas municipais com a participação de magistrados e autoridades para conscientizar crianças e adolescentes sobre violência de gênero e direitos das mulheres. O Tribunal também desenvolveu, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o aplicativo Maria da Penha Virtual, que permite às vítimas solicitarem medidas protetivas de forma mais ágil, sem a necessidade de comparecimento presencial a uma delegacia. Na área judicial, o TJRJ participa da Semana da Justiça pela Paz em Casa, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com mutirões de audiências e julgamentos de processos relacionados à violência doméstica e ao feminicídio. A atuação também inclui a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), responsável por articular ações com órgãos estaduais e municipais e por fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Outra frente é a Central Judiciária de Acolhimento da Mulher Vítima de Violência Doméstica (Cejuvida), que funciona no Plantão Judiciário para encaminhamento de vítimas a casas-abrigo, oferecendo acolhimento emergencial, sigiloso e humanizado. Além disso, o Tribunal integra a Sala Lilás, instalada no Instituto Médico Legal (IML), espaço voltado ao atendimento especializado de mulheres vítimas de violência física e sexual. O local conta com equipe multidisciplinar e estrutura para realização de exames periciais, buscando oferecer um ambiente mais acolhedor e seguro às vítimas. Processo: 0075470-92.2024.8.19.0001 VM/IA  
13/05/2026 (00:00)
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