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Controle de Processos

Portal CNJ de Boas Práticas recebe dezesseis novos projetos

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou a inclusão de dezesseis iniciativas no Portal CNJ de Boas Práticas do Poder Judiciário. As experiências bem-sucedidas abrangem nove eixos temáticos da plataforma e foram desenvolvidas por tribunais de diferentes regiões do país, com foco em gestão documental, acesso à Justiça, sustentabilidade, acessibilidade, gestão de pessoas e sistema carcerário. O portal reúne projetos e programas considerados modelos de eficiência, eficácia e efetividade na Justiça brasileira, com soluções replicáveis para ampliar o acesso à Justiça e aprimorar a prestação jurisdicional. As novas práticas inseridas foram aprovadas na 5ª Sessão Virtual de 2026, encerrada em 17 de abril. Acessibilidade Três práticas foram aprovadas no eixo Acessibilidade. Uma delas é a ferramenta de inteligência artificial Explica aí, Tchê!, desenvolvida pelo Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJMRS). A aplicação traduz e resume decisões judiciais para linguagem simples e direta, facilitando a compreensão por parte dos jurisdicionados e cidadãos. A ferramenta é pública, gratuita e está alinhada ao Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples do CNJ. Já a iniciativa Feirinha Sustentável e Inclusiva, do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT), tem edições mensais no saguão do tribunal, com a participação de expositores que comercializam quitutes, artesanato e roupas. Pessoas com deficiência ocupam 20% das vagas de expositores, promovendo inclusão produtiva e geração de renda. No Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT15), a nova ata de correição acessível mudou a forma de apresentação das atas de correição, com uso de linguagem simples e recursos de acessibilidade, garantindo maior compreensão e transparência nos atos correicionais. Gestão de Pessoas O eixo Gestão de Pessoas também tem três novos projetos aprovados, replicáveis por outros tribunais. O projeto TRT 8 Presente, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP), busca aproximar a administração do tribunal das unidades do interior, ouvindo demandas locais e promovendo melhorias estruturais e de gestão, com foco no bem-estar do público interno e na eficiência dos serviços prestados. No Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a Jornada do Estagiário Conciliador capacitou mais de duzentos estagiários de nível superior para atuarem como conciliadores nos Núcleos Virtuais de Mediação, fortalecendo a política nacional de solução consensual de conflitos e formando novos profissionais para a cultura da paz. A plataforma gamificada Sinuca das Competências, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), por sua vez, utiliza a metáfora do jogo de sinuca para representar o desenvolvimento profissional de servidores e servidoras, com trilhas personalizadas de capacitação com cursos, e-books, vídeos e podcasts. Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais A solução Raízes à vista da Justiça, desenvolvida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), buscou viabilizar o julgamento de 75% dos processos relativos aos direitos das comunidades indígenas e quilombolas até o último dia de 2025, conforme previsto na Meta Nacional do Poder Judiciário 7 do ano passado. Também integra o mesmo eixo a prática Escuta restaurativa de comunidades indígenas em conflitos fundiários, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A ferramenta cria um espaço seguro para escuta e acolhimento dessas pessoas, que historicamente não puderam se expressar adequadamente perante o Judiciário, além de levantar demais necessidades das comunidades. A escuta é feita em pessoa no próprio território indígena, com facilitadores de Justiça Restaurativa, observando-se regras como voluntariedade, confidencialidade e respeito ao modo de vida indígena. Acesso à Justiça Para garantir o acesso à justiça, duas práticas foram reconhecidas pelos resultados apresentados. O Banco Nacional de Linguagem Simples e Imagem do Poder Judiciário, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), cria um banco de dados colaborativo com vocabulário de termos jurídicos em linguagem simples e recursos visuais, facilitando a compreensão da comunicação jurídica por toda a sociedade. Já o projeto Justiça rápida itinerante fluvial – integração nacional, do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), que realiza operações de Justiça Itinerante por meio de embarcações, levando serviços essenciais de cidadania, Justiça e assistência social às comunidades ribeirinhas da região do Baixo Rio Madeira. A iniciativa atende localidades isoladas com ações de reconhecimento de paternidade, pórcio, guarda de crianças e adolescentes e retificação de documentos, além de atendimentos psicossociais e previdenciários. Eixo Justiça e Cidadania No eixo Justiça e Cidadania, foram aprovados dois projetos: Família em Foco, do Núcleo Virtual de Mediação e Conciliação de Família (Nuvimec-FAM) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que realiza mediação pré-processual em conflitos de família, evitando o ajuizamento de novas ações. Em janeiro de 2026, o projeto promoveu 83,83% de acordos e evitou a criação de 1.029 novas ações nas varas de Família do DF. Na biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (RN), o Acervo 2030 disponibiliza um acervo acessível ao público interno e externo, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, para a democratização do acesso à informação e à Justiça. Sistema Carcerário Também foram aprovadas duas novas ações na área de Sistema Carcerário, Execução Penal e Medidas Socioeducativas. O Plano de Gestão GMF, do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de Medidas Socioeducativas de Rondônia, implementa o Sistema de Alerta e Ocupação Carcerário (SAOC) para mensuração de capacidade e lotação das unidades prisionais, contribuindo para a gestão do fluxo de porta de entrada e saída do sistema prisional. Os círculos de construção de paz promovidos pelo projeto Diálogos Restaurativos na Execução Penal do Estado do Maranhão, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), se destaca por promover o paradigma restaurativo no ambiente de privação de liberdade e consolidando a justiça restaurativa como perspectiva sistêmica nos contextos penitenciários. As escutas resultaram na elaboração de um livro digital com roteiros sugeridos para cada problemática enfrentada, além da capacitação de pessoas presas e policiais penais para conduzir os círculos. Gestão Documental, Processual e Sustentabilidade e Meio Ambiente Uma nova prática foi incluída no Eixo Gestão Documental. O projeto Origens do TRE-PB: Recomposição, Cidadania e Legado de um Acervo Invisibilizado (1932–1937), do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). O trabalho consiste na recomposição do Fundo Histórico Arquivístico da fase inaugural do tribunal, cujos documentos originais desapareceram após o Estado Novo extinguir a Justiça Eleitoral. No eixo Gestão Processual, entrou a criação do Núcleo de Expedição de Precatórios da Presidência (Nuep), do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O Núcleo tem a responsabilidade de emitir os documentos nos processos de competência da Fazenda Pública Estadual, atuando na gestão e expedição de precatórios. Em prol da sustentabilidade e do meio ambiente, foi incluída a iniciativa Selo Partido Sustentável 2024 – Campanha Recicla, do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). A campanha visa estimular, conscientizar e sensibilizar os partidos políticos e candidatos a colaborarem na realização de eleições sustentáveis, por meio da destinação adequada de resíduos sólidos. O selo é concedido àqueles que realizarem a maior destinação de recicláveis. Texto: Lui Ximenes Supervisão: Sarah Barros Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 17
13/05/2026 (00:00)
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