Centro Cultural apresenta segundo ato da trilogia Grande Sertão: Veredas
Ator Gilson de Barros, que interpreta o personagem, sintetiza a questão principal da obra de Guimarães Rosa: a dialética entre o bem e o mal
O segundo ato da trilogia "Grande Sertão: Veredas – 70 Anos de Travessia" convidou o público do Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) para um novo passeio pela trajetória de Riobaldo, protagonista do livro de Guimarães Rosa, nesta terça-feira, 28 de julho. Na Sala Multiuso do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro, o personagem contou histórias de sua vida no sertão mineiro para um "doutor", morador da cidade. Em seus relatos, Riobaldo colocou em questionamento suas próprias vivências a partir do momento em que, supostamente, fez um pacto com o diabo.
Para o ator Gilson de Barros, que interpreta o personagem, a segunda apresentação da trilogia, intitulada "No Meio do Redemunho", sintetiza a questão principal da obra de Guimarães Rosa: a dialética entre o bem e o mal.
"Na juventude, Riobaldo faz um pacto com o diabo para ter coragem e força, mas também por amor. E nesse momento, ao envelhecer, passa a ter medo do que vai acontecer com sua alma, questionando se, de fato, ela foi vendida para o diabo", afirmou o ator.
Na quarta-feira, 29 de julho, a apresentação final de "Grande Sertão: Veredas – 70 Anos de Travessia" terá um novo palco: o antigo Tribunal do Júri, onde será encenado "O Julgamento de Zé Bebelo".
"Zé Bebelo é um jagunço, pistoleiro. Mas o inusitado é que o desfecho desse julgamento é humano. Isso é genial, algo que somente os grandes escritores podem fazer. Vemos que o ser humano é forte, o bem é forte, e prevalece sobre o mal", afirmou Gilson, convidando o público para o último dia de espetáculo.
PB/SF
Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ