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Controle de Processos

Relatório do CNMP aponta redução de cerca de 12% no registro de mortes por intervenção policial no Rio de Janeiro

De janeiro a maio deste ano, foram registradas 294 mortes por intervenção policial no estado do Rio de Janeiro, uma redução de 11,71% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 333 registros. A informação consta da atualização do relatório de monitoramento da letalidade e da vitimização policial, que reúne dados por Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), estrutura de integração entre as Polícias Militar e Civil. O documento foi produzido pelo comitê de monitoramento criado para acompanhar o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, que trata da política de segurança pública no Rio de Janeiro, com base nos dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro.  O relatório indica uma tendência de queda das mortes por intervenção de agentes do estado do Rio de Janeiro, sobretudo a partir de 2021. No recorte ampliado entre janeiro de 2019 e abril de 2026, o pico permanece em julho de 2019, com 195 mortes, enquanto o terceiro maior registro recente é o de outubro de 2025, quando houve 175 mortes.   Esse aumento está associado à megaoperação policial deflagrada em 28 de outubro daquele ano nos complexos do Alemão e da Penha, episódio mais letal já registrado no estado, que resultou em 117 mortes por intervenção policial em uma única ação.  De janeiro a maio, o Rio de Janeiro registrou uma taxa de 1,71 morte por 100 mil habitantes. As mortes por intervenção policial representaram 19,2% de todas as mortes violentas intencionais do estado, percentual considerado significativo no contexto da segurança pública. Na comparação nacional, o estado figura como o terceiro colocado em número absoluto entre as 27 unidades federativas e ocupa a oitava posição em taxa por 100 mil habitantes, sugerindo que, apesar do volume absoluto de casos, outros estados apresentam níveis proporcionais mais críticos.  Em relação à vitimização policial no Rio de Janeiro, entre janeiro e maio deste ano, o relatório aponta o registro de dois policiais mortos em serviço (um militar e um civil), ante 19 no mesmo período do ano passado (13 militares e seis civis). O pico da série ocorreu em 2016, quando foram registradas 40 mortes de policiais, sendo 38 da Polícia Militar e duas da Polícia Civil. Para fins de análise, não foram considerados os dados de policiais mortos durante a folga, informação que deixou de ser pulgada a partir de 2020.  Grupo de trabalho   A ADPF nº 635, popularmente conhecida como ADPF das Favelas, foi ajuizada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) para que fossem reconhecidas e sanadas graves lesões a preceitos fundamentais constitucionais decorrentes da política de segurança pública do estado do Rio de Janeiro, marcada pela letalidade e pela vitimização policiais. O julgamento, realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), resultou em uma decisão que impôs obrigações específicas ao estado do Rio de Janeiro.   O STF determinou ainda que o CNMP atuasse de forma consultiva, por meio de um grupo de trabalho, para acompanhar o cumprimento das medidas e garantir a participação democrática da sociedade civil.  O Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Decisão do STF na ADPF nº 635 foi instituído pela Portaria CNMP-PRESI nº 154/2025. Já a Portaria CNMP-PRESI nº 176/2025 designou os membros do GT, presidido pelo subprocurador-geral da República Antônio Edílio Magalhães e composto por membros do Conselho Nacional do Ministério Público, Conselho Nacional de Justiça, Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro,  Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria Estadual de Segurança Pública, além de representantes da sociedade civil.   Leia o relatório 
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