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Novos Caminhos: instituições parceiras apresentam experiências da rede de cooperação

As instituições parceiras do Programa Novos Caminhos (PNC), coordenado pela Corregedoria Nacional de Justiça, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apresentaram, na tarde da quarta-feira (5/8), os resultados alcançados no esforço em prol da inclusão social, da qualificação profissional e da empregabilidade de jovens e adolescentes que vivem em unidades de acolhimento. O painel foi apresentado pelo juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Rodrigo Gonçalves de Souza.Em suas palavras iniciais, o juiz auxiliar destacou o papel de cada instituição parceira e a sua importância para o fortalecimento do Programa. “Temos o CNJ como um orquestrador do trabalho, mas os protagonistas desse projeto são as senhoras e os senhores; são vocês que fazem isso tudo acontecer. Nós temos, não só a percepção disso, mas o orgulho disso”, disse. Estratégia e capilaridade Cleide Castro, do Banco do Brasil, apresentou um panorama atual do Programa Novos Caminhos: inclusão e empregabilidade na instituição. Segundo ela, o objetivo do programa é promover autonomia e inclusão produtiva de adolescentes e jovens em situação de acolhimento por meio do programa de aprendizagem. O acordo de cooperação técnica com o CNJ foi firmado em 2024 e o projeto-piloto foi implementado na Bahia. “Para nós, do banco, é um orgulho trabalhar com essa experiência, focando, especificamente, na aprendizagem. E o piloto nos permitiu compreender os desafios específicos desse público e identificar ajustes necessários para uma expansão sustentável do programa”, disse Cleide. Atualmente, o Banco do Brasil tem 27 jovens contratados, 10 estão na Diretoria de Tecnologia e 17 vão para a Diretoria de Estrutura do Banco. A contratação vai ser realizada junto ao Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Segundo Cleide Castro, os próximos passos da parceria é dar continuidade à expansão do programa para novas regiões e estruturar indicadores e acompanhamento da jornada dos jovens. Jovem Aprendiz Nos Correios, o PNC foi incluído no Programa Jovem Aprendiz da instituição. Segundo Thais de Mendonça, a inclusão foi um desafio, porque o Jovem Aprendiz já tinha uma situação de políticas públicas inserida nele. “Com o Acordo de Cooperação Técnica, nós sentimos segurança para poder fazer essa inclusão e pontuar melhor o pessoal de acolhimento institucional”, afirmou. Assim, o programa nos Correios está com 237 inscritos validados pelo CNJ e os jovens vão iniciar a aprendizagem ainda neste mês de agosto. Monitoramento contínuo Em sua fala, Lucas Gomes, da Petrobras, destacou que a instituição possui um dos maiores programas de aprendizagem do Brasil, com mais de 20 anos de trajetória e jovens formados, atuando no mercado de trabalho. Segundo ele, os maiores desafios são: conduzir os casos de maior complexidade, como saúde mental, em parceria com equipes técnicas; estimular a permanência dos adolescentes e jovens no PPJA pelo período contratual estabelecido; e certificar o maior número de jovens possíveis. Ao mesmo tempo, Lucas Gomes apresentou as boas práticas do programa na Petrobras, como monitoramento contínuo – como estratégia preventiva de evasão –, gestão de desligamento para evitar rescisões contratuais; identificação e fortalecimento da rede de apoio externa; e a realização de acompanhamento técnico especializado, para promover maior sensibilização e envolvimento dos jovens, família e parceiros. Inclusão social Raissa Osório, do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) e do Serviço Social do Transporte (Sest), falou do Projeto Impulsiona e do orgulho da instituição em ser parceira pioneira do Programa Novos Caminhos. “No âmbito do Projeto Impulsiona, além do público do PNC, atendemos adolescentes em medidas socioeducativas, mulheres em situação de violência doméstica e pessoas com deficiência. Então, é uma iniciativa que traz gratuidade aos serviços do Sest/Senat para todos esses públicos, com o objetivo de inclusão social”, afirmou Osório. Ela trouxe a informação de que a instituição já está em articulação com 20 tribunais de justiça do país. “É um projeto que está nascendo, mas sabemos que o nosso potencial para 2027 é consolidar essa atuação nacional e fortalecer a trajetória de autonomia dos jovens”, ressaltou Raíssa Osório. Vetor de parcerias Em sua fala, Rômulo Nelson, da Vale, salientou que o Programa Novos Caminhos tem sido um vetor de parcerias no corredor Norte-Nordeste, onde a Vale tem atuação e que já foram formadas duas turmas de jovens aprendizes em Marabá (PA) e Belém (PA). “Temos aqui o entusiasmo de perceber que conseguiremos, a partir de novas frentes de atuação já mapeadas, com conversas produtivas com o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), por exemplo. É uma questão de tempo para que nós estejamos celebrando com o Tribunal um acordo de cooperação, além de já termos mapeados grupos de jovens e adolescentes que serão alvo dessas nossas novas iniciativas”. Rômulo Nelson também falou um pouco sobre os dois carros-chefes de formação profissional da Vale: Jovem Aprendiz e Programa de Formação Profissional (PFP) e que têm sido colocados à disposição do Novos Caminhos. “A Vale tem investido todos os esforços que pode, tem fomentado articulações em toda a rede de parceiros e fornecedores, pois o Programa Novos Caminhos não pode parar. Ele precisa se reinventar”. Novos parceiros Ainda durante o painel, o juiz Rodrigo Gonçalves de Souza apresentou os novos parceiros do PNC, que são os cartórios de protesto, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Serviço Nacional do Comércio (Senac), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi). Instituído pela Resolução CNJ n. 543/2024 e coordenado pela Corregedoria Nacional de Justiça, o Programa Novos Caminhos tem o compromisso de apoiar os jovens, especialmente entre 14 e 18 anos, que vivem em unidades de acolhimento institucional ou estão em processo de desligamento desses serviços. Atualmente, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) registra 36.857 crianças e adolescentes vivendo em instituições de acolhimento. Desses, 10.770 têm 14 anos ou mais, ou seja, três em cada dez acolhidos está na faixa de idade prioritária do Programa Novos Caminhos. O Encontro Nacional continua nesta quinta-feira (6), a partir das 9h, na sede do Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília. Acesse a programação. Agência CNJ de Notícias, com informações da Enfam Número de visualizações: 19
06/08/2026 (00:00)
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