PF indicia ex-presidente do INSS e mais cinco em novo inquérito sobre desvios envolvendo a Contag
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CPMI que investiga descontos ilegais de aposentados ouve Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução A Polícia Federal (PF) concluiu um novo inquérito sobre desvios em aposentadorias envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciou seis pessoas pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e por organização criminosa. A investigação envolve a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). A informação foi inicialmente pulgada pela jornalista Bela Megale de O Globo. Entre os indiciados estão o ex-presidente, Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de benefícios do órgão, André Paulo Félix Fidelis. As defesas ainda não se manifestaram. Eles já haviam sido indiciados na primeira investigação da Operação Sem Desconto (detalhes abaixo). As conclusões serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), que é quem cabe apresentar a denúncia, ir o arquivamento do caso, ou solicitar novas diligências. Primeiro inquérito INSS No mês passado, a PF concluiu a primeira investigação da Operação Sem Desconto, quando foram indiciadas ao todo 48 pessoas. Nesse caso, a investigação tinha como alvo a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Stefanutto, Oliveira Filho e Fidelis foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Na ocasião, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca, também foi indiciado por lavagem de dinheiro e participação em corrupção passiva. Os quatro estão presos preventivamente desde o ano passado. Fraudes no INSS De acordo com as investigações, o esquema de fraudes consistia em descontar de aposentados e pensionistas do INSS valores mensais, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. A investigação começou em 2023 na Controladoria-Geral da União (CGU), no âmbito administrativo. Em 2024, após a CGU encontrar indícios de crimes, a PF foi acionada.