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Centro Cultural debate direitos trans e sociedade atual

                                                           Evento foi realizado no palco do Auditório Nelson Ribeiro Alves, no Fórum Central De Sydney, na Austrália, ao Rio de Janeiro, o debate foi o mesmo: como construir uma sociedade mais justa para as pessoas trans. A socióloga Raewyn Connell, de forma remota, e Rita von Hunty, no palco do Auditório Nelson Ribeiro Alves, no Fórum Central, debateram nesta terça-feira, 16 de junho, vidas trans, democracia e justiça social no encontro promovido pelo Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ).  A presidente do conselho gestor do CCPJ, desembargadora Cristina Tereza Gaulia, refletiu sobre o objetivo da conversa e reforçou o trabalho de requalificação de nome e gênero de pessoas trans realizado pela Justiça Itinerante, programa de que é coordenadora. "A população LGBT precisa entrar nesses espaços públicos de uma maneira que seja respeitada. O objetivo do encontro é ouvir e abrir nossos olhos para a situação das pessoas trans. É preciso que a sociedade civil e o Poder Judiciário entendam que pessoas trans são muito competentes, capazes e têm muito a nos ensinar", afirmou.                          A presidente do conselho gestor do CCPJ, desembargadora Cristina Tereza Gaulia, refletiu sobre o objetivo da conversa Rita von Hunty, persona drag queen do ator e professor Guilherme Terreri, defendeu que a democracia é uma forma social que depende da construção de direitos — e que construí-los exige eliminar carências e privilégios.  "Todas as vezes que um grupo é impedido de ser visto, ele é impedido de fazer alianças para que suas dores e lutas também sejam vistas. O que estamos discutindo não é a história de um grupo ou apenas a questão dos seus direitos; estamos falando sobre o caminhar da humanidade", afirmou.                                                                                                           Rita von Hunty falou sobre a democracia A socióloga australiana Raewyn Connell participou do encontro de forma remota e trouxe um panorama histórico de outros países sobre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas trans. Connell destacou que esse grupo representa cerca de 1% da população mundial e que os avanços políticos dependem da construção de alianças com outros movimentos sociais.  "A pauta e a luta pelos direitos trans afeta e faz sentido para os grupos maiores, porque as pautas chegam também em áreas de acesso comum, como educação e saúde", completou.  VS/ SF Fotos: Rafael Oliveira/ TJRJ
17/06/2026 (00:00)
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