Neurociência é usada para explicar por que decisões de carreira nem sempre são racionais
Por trás de toda decisão profissional há um cérebro reagindo a emoções, não apenas a estratégias. O Painel “Neurociência aplicada à vida e à carreira: emoções, comportamento e escolhas”, trouxe essa perspectiva à IV Conferência Estadual das Mulheres Advogadas nesta quinta-feira (17/9), na sede da OAB Paraná, em Curitiba. O tema foi explorado por Octavio Nassur, CEO e sócio da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística (SBPNL).
Octavio Nassur
Nassur começou sua apresentação com uma linha do tempo mostrando a evolução da comunicação. Em seguida, citou alguns dados, evidenciando, entre eles, que 85% do sucesso profissional de advogados é atribuído às boas habilidades de comunicação. A busca constante de validação trazida pelas redes sociais e bloqueios reforçados pelo uso da IA dificultam ainda mais a performance de quem já tem dificuldades de comunicação.
“Oratória não é sobre falar bem. É sobre pensar melhor”, afirmou, apontando que o cérebro, na comunicação, trabalha com três fases: conectar, impactar e encantar.
Citando as questões clássicas que caracterizam as reportagens no new journalism, o palestrante aconselhou que ninguém abra a boca sem saber: o que falar, por que falar, para quem falar, como falar e quando falar.
Por outro lado, apontou que a internet, o celular, a internet no celular, a Covid-19 e a inteligência artificial são marcos de disrupção da comunicação. A oratória, disse, é uma pequena parte. A imagem, a postura, o tom de voz, o horário e outros aspectos mudam a experiência.