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Casamento comunitário no Fórum Central oficializa 48 uniões

                                           Quarenta e oito casais oficializaram suas uniões durante o casamento comunitário desta terça-feira     Entre alianças e histórias compartilhadas, 48 casais oficializaram suas uniões durante o Casamento Comunitário realizado nesta quarta-feira, 27 de maio, no Fórum Central do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A cerimônia, promovida pela Secretaria-Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGSUS), ofereceu gratuitamente a conversão de união estável em casamento civil para casais de baixa renda.  Para alguns casais, o casamento comunitário marcou a oficialização de histórias construídas ao longo de décadas. Mesmo após seguirem caminhos diferentes e formarem outras famílias, Tatiane Pereira Santos, de 43 anos, e Maurício da Silva, de 50, mantiveram contato ao longo de 31 anos até retomarem a relação há cerca de dez anos. O desejo de oficializar a união surgiu da rotina de Tatiane, que trabalha como recepcionista no TJRJ.  Acostumada a acompanhar casamentos no TJ, Tatiane sonhava em viver o próprio. "Eu trabalho aqui no TJ há seis anos e eu participo do casamento. Eu sou recepcionista do casamento e pensava comigo: 'Eu ainda vou estar aqui, eu ainda vou fazer aqui' ", relatou Tatiane, emocionada por finalmente deixar de ser espectadora para se tornar noiva.                                Amigos desde a infância, Maurício e Tatiane oficializaram a união três décadas após o primeiro encontro   Para outros, a cerimônia simbolizou a conquista de direitos e o reconhecimento da própria história. Larissa Maria Cândida de Azevedo Mattos, de 31 anos, e Juliana Mattos Azevedo, de 33, celebraram oito anos de união. O relacionamento, que começou pelo Facebook e levou Larissa a se mudar de Cabo Frio para a Baixada Fluminense, encontrou no casamento comunitário a oportunidade de oficializar a união.  Para o casal, estar ali foi um marco de visibilidade. "Como casal LGBT, é uma conquista e um privilégio estar aqui hoje podendo fazer isso de forma livre, sem represália, e é um sonho porque são direitos também", afirmou Larissa. Além da emoção, Juliana destacou a importância da cerimônia para a garantia de seus direitos: "Para a gente, é ter os nossos direitos validados, firmando a nossa história, comprovando tudo. É único, especial".                                                       Larissa (à esquerda) e Juliana (à direita) se casaram após oito anos de história juntas    Já para a juíza da 2ª Vara Criminal da Regional de Bangu, Laura Noel Garcia, o evento foi uma oportunidade de exercer a função social do Judiciário. Atuando há quase dois anos na magistratura, a maior parte desse tempo dedicada ao Direito Criminal e às audiências de custódia, a magistrada descreveu a experiência como um contraste gratificante em relação ao seu dia a dia. "Minha rotina é em um ambiente bem mais sério do que aqui. E aqui não tem discordância, todo mundo está feliz, todo mundo quer se casar, então estou muito emocionada", revelou a juíza, que participou do projeto pela primeira vez.  Para ela, a oportunidade de trocar o ambiente pesado do presídio pela alegria do "sim" serviu como uma confirmação de sua vocação. Ela destacou que ver o "amor acontecendo" é uma forma de humanizar o papel do magistrado e reafirmar a escolha pela profissão. “Esse momento mostra que o Tribunal está a serviço da sociedade, acima de tudo. Também demonstra que nós, como juízes, não ficamos presos no gabinete, apenas sentenciando. Temos também uma função social, que é ver as pessoas felizes, realizando a vontade de construir uma união duradoura”, completou a juíza.  Também participaram da cerimônia oficializando as uniões os magistrados Andrea Barroso Silva de Fragoso Vidal; Antônio Luiz da Fonseca Lucchese; Juliana Cardoso Monteiro de Barros e Gilberto de Mello Nogueira Abdelhay Júnior.  VM/MG  Fotos: Brunno Dantas
27/05/2026 (00:00)
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