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Copa do Mundo e São João devem reduzir votações no Congresso; veja propostas que podem ser afetadas

O início da Copa do Mundo e os festejos de São João devem diminuir o ritmo das votações no Congresso nos meses de junho e julho. Parlamentares devem acompanhar os jogos da Seleção Brasileira e viajar para as bases eleitorais para participar das festas juninas, especialmente as realizadas no Nordeste. Com isso, algumas pautas de impacto para a sociedade, como o fim da escala de trabalho 6x1, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, e a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos devem ficar para o segundo semestre. O Congresso também terá o seu trabalho afetado em razão do recesso parlamentar, que acontece entre 18 e 31 de julho. Agora no g1 Ritmo lento na Câmara O ritmo de trabalho na Câmara, que desacelerou na última semana em razão do trancamento da pauta — mecanismo do processo legislativo que paralisa a votação de outros projetos até que uma proposta considerada prioritária seja analisada — deve continuar morno pelo menos até o final de junho. Os parlamentares decidiram fazer votações virtuais até depois das festas juninas, que começa, em 24 de junho. Temas polêmicos costumam ser evitados nas sessões virtuais. Somado a isso, a Copa do Mundo é um período que, geralmente, diminui a mobilização dos parlamentares em Brasília. Nos dias de jogos do Brasil, o governo federal costuma estabelecer ponto facultativo para servidores públicos algumas horas antes das partidas. Os servidores devem parar três horas antes do jogo e retomar o serviço depois do confronto. Assessores da área política e parlamentares, no entanto, não têm o costume de voltar ao trabalho. Neste primeiro momento da competição, com os jogos do Brasil no sábado e na sexta, o impacto na atividade legislativa deve ser menor, mas os deputados já estarão livres para registrar presença e votar pelo Infoleg – aplicativo da Câmara dos Deputados que permite registro de presença e votação remota. Fica pra depois 1 de 2 Plenário da Câmara vazio durante sessão esvaziada — Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados A Câmara está com a pauta trancada porque o governo não retirou a urgência do projeto que regulamenta a jornada de trabalho para determinadas profissões. Na tentativa de resolver a situação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu votar o texto e designou o relator na última semana. O projeto que propõe mitigar os efeitos da crise no Oriente Médio no preço dos combustíveis ainda não foi votado e pode ficar para julho. Senado 2 de 2 Plenário do Senado em imagem de arquivo — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado No Senado, propostas de grande repercussão também podem ter a tramitação afetada pelo período festivo. Entre os temas que podem ficar para o segundo semestre está a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta ainda precisa avançar em etapas importantes da tramitação antes de chegar ao plenário, incluindo a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a definição de um relator. Também pode ficar para depois a análise da PEC da Segurança Pública, proposta do governo que busca reestruturar o sistema de segurança pública e fortalecer o combate ao crime organizado. Outra matéria que depende da agenda legislativa do Senado é a medida provisória que cria o Regime Especial de Tributação para Data Centers (Redata), considerada estratégica para estimular investimentos em infraestrutura digital no país.
12/06/2026 (00:00)
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