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Controle de Processos

Pena Justa: Ministério Público vai reforçar atuação em estratégia nacional contra superlotação

O Ministério Público irá contribuir com o Judiciário e o Executivo para nacionalizar as Centrais de Regulação de Vagas (CRV), ferramenta prevista no Plano Pena Justa para controle permanente da superlotação. Em reunião no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta quarta-feira (6), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) passou a integrar câmara técnica que trabalha esse tema no contexto do plano, da qual também participa a Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senappen/MJSP). A CRV já foi lançada em 12 estados, a maioria deles a partir do segundo semestre de 2026. A parceria com CNMP tem o objetivo de garantir que as CRVs já lançadas funcionem adequadamente com a participação dos atores-chave envolvidos, além de permitir chegada a novas unidades da federação, conforme previsto no Pena Justa. De acordo com dados pulgados pelo CNJ em julho, a superlotação foi identificada em 66,67% dos estabelecimentos analisados por juízes de todo o Brasil, com 28% deles com ocupação superior a 137,5%. E a tendência não indica solução em curto prazo: dados do Executivo apontam que entre 2024 e 2025, a taxa nacional de superlotação passou de 135,58% para 143,94%, apesar do registro de 10 mil novas vagas no período. “O Ministério Público tem um papel fundamental para garantir que a prisão seja utilizada de forma adequada, apoiando a qualificação das decisões que levam alguém ao cárcere, fortalecendo o uso de alternativas à prisão quando cabíveis e evitando que o sistema seja ocupado de forma desnecessária. O trabalho conjunto para a disseminação das Centrais de Regulação de Vagas irá contribuir para um sistema prisional mais organizado e mais seguro”, afirmou o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ, Luís Lanfredi. “A articulação entre as instituições vem avançando e abre uma perspectiva muito concreta de construção conjunta em um modelo de atuação consistente, escalonado e gradativo, capaz de considerar as peculiaridades dos Estados, suas estruturas e as diferentes realidades locais,” afirma Marco Antônio Santos Amorim, membro auxiliar da Corregedoria Nacional do CNMP. Exemplo local A partir da experiência no Paraná, onde o Ministério Público local desenvolveu painel de dados com informações sobre o sistema prisional, o promotor Alexey Caruncho apresentou modelo de como pode ser a integração do Ministério Público nos processos de controle de entrada e saída as unidades prisionais. “As CRVs exercem papel fundamental na gestão das vagas, mas os melhores resultados são alcançados quando essa estratégia está integrada a políticas que reduzam entradas desnecessárias no sistema prisional e a diminuição da reincidência”, avalia a juíza auxiliar da presidência com atuação no DMF/CNJ, Andréa Brito, que atua no tema da CRV. Essa matéria está relacionada às metas gerais do Plano Pena Justa: Implantação de Centrais de Regulação de Vagas em todas as Unidades da Federação; Ampliação da abrangência das Centrais de Regulação de Vagas (códigos indicadores: 1.1.1.1.1.1; 1.1.1.1.2.1) Texto: Pedro Malavolta Edição: Débora Zampier Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 2
08/10/2026 (00:00)
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