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Controle de Processos

PF encontrou listas de políticos na cabeceira de Adilsinho e investiga ‘mesada’ da contravenção

PF deflagra 5ª fase da Operação Unha e Carne As investigações que levaram à 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2) pela Polícia Federal (PF), começaram em 2021 e miraram o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Entre as apreensões feitas desde então, estão listas com nomes de políticos. Adilsinho, que está na cadeia desde fevereiro, foi alvo de um mandado de prisão nesta quinta. O contraventor, apontado como “capo da Máfia do Cigarro” no RJ, já tinha escapado de ao menos duas ofensivas da PF. ➡️ Como o g1 mostrou em 2024, a Máfia do Cigarro controlava, na época, ao menos 45 dos 92 municípios do Rio de Janeiro. Nesses lugares, só os maços produzidos pela quadrilha podiam ser vendidos. Até a última atualização desta reportagem, a PF não tinha identificado ninguém, mas disse que esses agentes políticos são investigados por suspeita de receber mesadas de Adilsinho. A defesa do contraventor nega as acusações (leia na íntegra abaixo). O blog do Octavio Guedes, no g1, apurou que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) aparece em uma das listas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 1 de 1 O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, na sede da PF — Foto: Reprodução/TV Globo “As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou a Polícia Federal. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda expediu mandados de prisão contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que também já estava encarcerado, e contra o pastor Márcio Poncio. O patriarca da família Poncio foi preso em casa, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Poncio também é empresário do ramo do tabaco. O g1 apurou que ele é investigado por possíveis ligações com a Máfia do Cigarro. Bacellar foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá. Ele será transferido de Bangu 8 para um presídio federal. O advogado de Márcio Poncio disse que não teve acesso aos autos do processo (leia mais abaixo). O g1 tenta contato com os demais investigados. Moraes também determinou o sequestro de bens e valores até R$ 22 milhões. A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos. “A defesa do empresário Adilson Oliveira Coutinho Filho rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal.” O que diz a defesa de Márcio Poncio “O que posso informar é que ele se encontra na Superintendência da Polícia Federal e que, até o presente momento, não tivemos acesso aos autos do processo, fato que nos impede de conhecer os fatos e os fundamentos que levaram à decretação de sua prisão preventiva”, disse o advogado Leandro Mendonça.
02/07/2026 (00:00)
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